segunda-feira, 12 de novembro de 2012

a angústia de ter um filho prematuro

Sempre imaginamos nossos filhos grandes, saudáveis, perfeitos! 

A Gabriela nasceu perfeita, saudável, mas prematura, pesando 1,785g e medindo 40cm, como foi difícil, primeiro porque queria muito tê-la comigo no quarto recebendo a visita da família e dos amigos, segundo porque tinha medo que alguma coisa acontecesse com ela pelo fato de ser tão pequenina.

Gabi não precisou ficar na CTI Neonatal, foi direto para o berçário porque estava bem só precisava ganhar peso. Ela nasceu numa terça e eu fiquei internada até na sexta.

Como foi difícil receber alta e deixá-la lá, foi o pior final de semana da minha vida, chorei compulsivamente e mesmo indo ao hospital no sábado e no domingo ficar com ela, na vinda para casa chorava porque a queria comigo.

A noite sofria de medo do telefone tocar e me darem uma notícia ruim, ainda bem que tenho uma amiga enfermeira na CTI do HC que ia ver minha pequena e me ligava me dando notícias.

Na segunda feira dia 03/09/12 cheguei ao hospital e fiquei sabendo que minha pequena tinha perdido peso, que estava tendo resíduos (sobra de leite no estômago) e por isso iriam diminuir o leite, então ela demoraria mais para ganhar peso e mais para ir para casa. Estava amarelinha então tinha que tomar banho de luz na incubadora e assim eu não poderia pegá-la. Além de estar com soro tb.

Gabriela esse dia estava pesando 1,580kg quase morri, liguei pro meu marido chorando muito e a pediatra veio falar comigo, que era normal para eu me animar porque ela tinha ganhado 25g de domingo para segunda e que meu estresse passaria para ela.

Nesse momento eu disse que era a virada, que a partir daquele dia a Gabi ia ganhar peso e íamos sair do hospital o mais rápido possível. Também deixei claro que só iria no aniversário da minha sobrinha Heloisa (dia 7/09) se a bebê estivesse bem.

Gabi foi ganhando peso dia a dia, num dia ganhou 90g, ai chorei de alegria. Ficava o dia inteiro no hospital, conversava com ela, cantava, lia o Agapinho e historinhas conhecidas, queria que ela sentisse todo o meu amor,  minha espera, minha vontade de levá-la para casa.

No dia do aniversário da minha sobrinha tive a notícia que Gabi ia para o quarto e ai ficaria com ela até ela receber alta, fiquei muito feliz e fui ao aniversário da minha sobrinha e fiquei 1h30min porque tinha que voltar para o hospital para amamentar.

No sábado fomos para o quarto, quanta alegria. Ficamos no hospital até na sexta, dia 14/09 Gabriela teve alta, com 1,825kg. Quanta alegria chegar em casa com minha pequena, chorei ao vê-la pequenina no bebê conforto, era um misto de sentimentos, queria ela comigo e tinha medo por ser tão pequena.

Só podia dar banho dia sim dia não para ela não perder energia, não podia passar frio, mas também não podia passar calor, nossa quanta coisa!

Na segunda tinha pediatra para ver como ela tinha passado o final de semana, e ela passou super bem, ganhou peso e a médica disse que era para continuar o que eu estava fazendo.

Sabem o que eu estava fazendo??? Amamentando a hora que ela queria sendo no máximo de 3 em 3 horas, dando muito amor, conversando com ela, cantando e curtindo a filha mais linda que Deus me deu.

Gabriela ganha em média 37g por dia, só mama no peito, não toma qualquer complemento, e está maravilhosa, com quase 4kg e é minha paixão!!!!

É a cara do pai e acho que isso me faz amá-la ainda mais........ 



Gabi quando nasceu!




Gabi dia 07/11

Só sei que sonhei tanto com ela que faço tudo para vê-la crescer, feliz, sorridente, dando gritinhos. Por um filho tudo é válido.


6 comentários:

  1. Fico muito Feliz ao ler suas postagem Paola.
    Pois assim como vc passei pelo mesmo problema na minha primeira gestação, com a Sindrome do Hellp, e perdi meu amado filho no dia 23/09/12 com 26 semanas. A dor da perda é muito grande, o sofrimento é enorme.Mais hoje oro muito para Deus me abençoar com um novo anjo assim como vc foi abençoada.

    Que Deus continue abençoando vc e essa sua linda familia.

    Beijos

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    1. obrigada Tatá Silva se precisar de alguma coisa conte comigo, eu sei o quanto é difícil esse momento que será superado, mas nunca esquecido. Beijos fiquem com Deus.

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  2. Porque voce acreditou, o milagre aconteceu. Bjs.

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  3. Oi Paola, estou muito emocionada com sua história, e isso me fez acreditar ainda mais que um dia terei meu milagre em casa... minha história e bem semelhante à sua. Minha gravidez foi super tranquila, estava esperando minha Manuela. Com 27 semanas minha pressão começou a subir e minha médica receitou metildopa 250 mg de 12 em 12 horas, mas não pediu nenhum exame adicional. Com 29 semanas, depois de um dia estressante, medi a pressão e deu 16/10. Fui no pronto socorro da minha cidade, onde minha médica estava de plantão, e me deram um remédio sub-lingual para a pressão abaixar. Ela me liberou com a pressão 13/9 e me recomendou repouso. Quando cheguei em casa, notei que estava vermelha e meu marido disse pra eu descansar. Deitei, mas comecei a sentir dor no estômago... e a dor só aumentava. Medi a pressão de novo e deu 16/10. Corremos para o hospital, hurrava de dor... Quando cheguei, mediram minha pressão e deu 18/12. Daí aplicaram um remédio e me internaram.
    No dia seguinte fiz exames de sangue que constataram Síndrome de Hellp. Fiquei internada por 10 dias... nesse período os exames normalizaram... só permaneceu a pressão elevada, em torno de 14/9 e proteína na urina.
    Porém, no dia 24/09 fiz uma nova US que revelou que o líquido amniótico tinha diminuído muito de uma semana pra outra... estava em 5,3. A médica me informou que o risco para a bebê era grande, ela poderia entrar em sofrimento. Fizemos a cesária no dia seguinte, dia 25/09/12. Ela nasceu ótima, chorando com apgar 9 e depois 10. Eu não tive nenhuma complicação, graças a Deus. Porém, no outro dia, de madrugada, ela teve uma parada cardíaca, eles conseguiram reanimá-la, mas a médica da UTIneo disse que ela não estava reagindo. Então às 13:40 do dia 26/09/12 minha anjinha faleceu. Eu e meu marido ficamos sem chão. O dia mais triste de nossas vidas.
    Desde então oscilo meus dias, tem dia que estou bem e outros são mais difícieis. Estou investigando a causa, fiz vários exames para tentar diagnosticar trombofilia. Tive alteração na proteína S livre (que deu baixa 56%) e no Anticorpo Anticardiolipina IgG (que deu 10, que significa pouco reagente). Vou ao médico dia 28/01, para mostrar os exames.
    Gostaria de saber se conseguiram diagnosticar em você o que causou a S. de Hellp.
    Que Deus abençõe toda sua família.
    PS: Me desculpe pelo desabafo.

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  4. Oi Debora, eu tenho SAF que é uma predisposição para trombose, por isso tive a Síndrome Hellp. Tomo AAS infantil todos os dias. Bjos

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  5. É isto aí Paola, linda sua estória de amor e coragem! Hoje a Gabi está com vocês e lhes dando muitas alegrias, as fotos dele transmitem isto, sempre sorrindo esta garotinha linda dos olhos mais lindos ainda! Olhos que sorriem de alegria por ser tão amada! Parabéns pela filha linda e pela sua perseverança! Deus abençoe vocês! Beijos

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